A quantidade de famílias endividadas aumentou na passagem de junho para julho e, inclusive, bateu recorde.
De acordo a Peic, Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, o percentual de famílias que têm dúvidas subiu 1,7 ponto percentual, chegando a 71,4% do total.
Na comparação com julho do ano passado, o aumento é maior: 4 pontos percentuais.
Entram na estatística famílias com parcelamentos no cheque pré-datado, no cartão de crédito, no cheque especial, em carnê de lojas, em empréstimo pessoal e também em prestações de casa e carro – mesmo que o pagamento esteja em dia.
De acordo com a pesquisa, o aumento no número de endividados ocorreu nas duas faixas de renda pesquisadas – até 10 salários mínimos e mais de 10 salários mínimos.
Mas o percentual de endividamento entre as famílias de menor renda chama mais a atenção, já que passou de 70,7%, em junho, para 72,6%, em julho – recorde da série histórica. No mesmo mês do ano passado, havia ficado em 69%.
No entendimento da CNC, o amento é resultado da inflação elevada, que tem diminuído o poder de compra dos brasileiros e deteriorado os orçamentos domésticos.
A pesquisa revela também que o total de brasileiros com alguma dívida ou conta em atraso aumentou pelo terceiro mês seguido, alcançando, no sétimo mês do ano, 25,6% do total de famílias – meio ponto percentual acima do apurado em junho.
Já a parcela dos que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que permanecerão inadimplentes aumentou de 10,8% para 10,9% na passagem de um mês para o outro.
O cartão de crédito continua senda principal modalidade de endividamento das famílias: 82,7% do total – um índice que também é recorde. Dívidas em carnês e financiamentos de carro aparecem na sequência; destaque também para as dívidas de financiamento de casa e no crédito pessoal.